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Firmina #10 - Demitido de escola, professor artista cria exposição para reimaginar sala de aula

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Firmina #10 - Demitido de escola, professor artista cria exposição para reimaginar sala de aula
Por Nonada Jornalismo • Edição Nº12 • Ver na web
Oi, pessoal, espero que estejam todas, todos e todes bem. Na edição da Firmina de hoje, queremos destacar uma matéria que fizemos sobre o trabalho do Bruno Novaes, professor e artista. Ele foi demitido de uma escola em 2017 e transformou o caso em obra de arte, além de criticar a censura contra os professores e a padronização dos corpos e mentes dos agentes educacionais. 
Chegamos à edição número 10 da Firmina com muita coisa noticiada e muito ainda a contar. Se você quiser nos ajudar neste ano difícil, temos uma vaquinha no catarse.me/nonada
Um abraço!
Thaís Seganfredo
editora

Liberdade educacional
Bruno Novaes (Foto: Anna Ortega/Nonada)
Bruno Novaes (Foto: Anna Ortega/Nonada)
  • Em 2017, o artista e professor Bruno Novaes foi demitido inesperadamente da escola onde lecionava. A carta do desligamento se tornou obra de arte, intitulada Jogo dos Erros, e é exibida na exposição “Complete as lacunas” em que o artista provoca a distância entre o discurso oficial e não-oficial sobre a demissão. Confira nossa matéria aqui.
  • A Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou, na última quarta (4), um projeto que proíbe o uso da linguagem neutra em escolas municipais. Quem contou foi o Matinal Jornalismo. A proibição segue outros projetos semelhantes que tramitam ou foram aprovados em outros estados. Em 2021, o Nonada ouviu especialistas em linguística que afirmaram que a linguagem neutra é uma variação natural da Língua Portuguesa e não uma “gíria” ou aberração, como pregam grupos conservadores. 
  • “Eu te arrebento”: Um vídeo divulgado na última sexta-feira mostra o momento em que essa frase é proferida por um policial militar a um aluno em uma escola do Distrito Federal. A ameaça, acompanhada de violência policial, ocorreu porque o estudante realizava um protesto contra a exoneração da vice-diretora da escola, Luciana Pain. A educadora havia defendido os alunos em um outro caso envolvendo a PM na mesma escola, quando policiais tentaram censurar cartazes dos alunos com críticas à violência policial contra os negros. O Ministério Público investiga o caso. (Jornal Nacional).
Liberdade artística
  • Não vai ter censura no Rock in Rio. O CEO do festival, Luis Justo, afirmou à Folha de S. Paulo que a organização do evento não vai proibir manifestações políticas de artistas, caso que quase ocorreu no Lollapalooza após decisão liminar e individual de um juiz federal. Na ocasião, os artistas descumpriram a censura judicial, que saiu no meio do festival, e se manifestaram contra o presidente Jair Bolsonaro. 
Liberdade religiosa
  • Reportagem publicada nesta terça (10) no Amazônia Real mostra como um grupo neopentecostal promoveu racismo religioso no Maranhão contra a casa Fanti Ashanti. Já relatamos o caso aqui em edições anteriores, e os ataques causaram tanta revolta que praticantes de religiões de matriz africana fizeram ato presencial em protesto. A matéria aprofunda o caso e mostra que o esquema dos evangélicos foi orquestrado.
  • O Portal Catarinas publicou uma cobertura de um debate realizado esta semana pelo veículo em parceria com as ONGs Criola e Conectas. Na live, os participantes defenderam que é fundamental nomear os casos de ataques contra terreiros de racismo religioso, reconhecendo a questão estrutural que envolve a violência contra praticantes de matriz africana. Leia aqui.
  • Um terreiro de Candomblé ainda estava em construção em Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte, quando foi completamente destruído esta semana durante a madrugada. O responsável não foi encontrado, e líderes religiosos afirmam que foi caso de intolerância. (O Tempo)
Aspas da semana
“Hoje vão até a porta, mas amanhã podem tentar entrar e acontecer o que se vê pelo Maranhão e pelo Brasil, em termos de invasão e quebra-quebra. É preciso agir rápido, colocar limites e garantir nossos direitos”
Mãe Kabeca de Xangô, dirigente da Casa Fanti Ashanti, em entrevista ao Amazônia Real
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