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Firmina #11 - MASP veta dois eventos culturais em uma semana

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Firmina #11 - MASP veta dois eventos culturais em uma semana
Por Nonada Jornalismo • Edição Nº13 • Ver na web
Oi, pessoal, tudo bem? Na edição da Firmina desta semana, a gente chama a atenção para o veto do Masp ao lançamento do livro do Guilherme Boulos (mesmo após assinada minuta de contrato) e ao impedimento burocrático de fotos sobre o MST integrarem uma mostra. O caso foi incluído no nosso Observatório de Censura à Arte e a gente explica mais aí embaixo. 
No estado do MS, o reitor de uma universidade federal afirma que não há recursos para manter uma faculdade intercultural indígena que forma professores para lecionares em escolas do campo. Os estudantes estão querendo alertar pra importância da pauta.
Um abraço,
Thaís Seganfredo
editora

Liberdade artística
Fotografia de André Vilaron vetada no Masp (André Vilaron/divulgação)
Fotografia de André Vilaron vetada no Masp (André Vilaron/divulgação)
  • O Museu de Arte de São Paulo (Masp) censurou dois eventos culturais na mesma semana, alegando questões burocráticas (no caso de fotos do MST) e a proibição de “manifestações políticas” (em lançamento do livro de Guilherme Boulos). Os dois casos de censura e respectivos relatórios foram incluídos no Observatório de Censura à Arte, iniciativa do Nonada Jornalismo. De acordo com a professora da USP Maria Castilho Costa, no artigo “Isto não é censura”, que embasa a metodologia do Observatório, “a censura, onde quer que se manifeste, é sempre política, tem a ver com o exercício do poder, com privilégios, com dominação”. Leia mais sobre os casos aqui. 
  • Ainda sobre o Masp, a jornalista Fabiana Moraes assina um artigo no Intercept em que reflete sobre a decolonialidade, que a instituição tem citado em discursos e ações. “É possível vestir-se de decolonialidade e ao mesmo tempo professar isenção? Isenção, neste caso, ao quê?”, pergunta.
Liberdade educacional
  • Estudantes indígenas de Mato Grosso do Sul realizaram um protesto na última semana em defesa da Faculdade Intercultural Indígena da Universidade Federal de Grande Dourados (Faind/UFGD). A faculdade forma profissionais para lecionarem em escolas do campo e escolas indígenas do país todo. O reitor, nomeado por Bolsonaro fora da lista tríplice, avisou aos integrantes da faculdade que não há recursos suficientes para manter a iniciativa. Estudantes e professores criaram um abaixo-assinado para defender a manutenção do projeto.
  • A câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta, a liberação do ensino domiciliar no Brasil. A Campanha Nacional pelo Direito à Educação, iniciativa de diversas entidades não governamentais da área, lançou nota técnica afirmando que o ensino domiciliar é inconstitucional e fere o direito à Educação no Brasil. Confira aqui 14 pontos que explicitam os argumentos da Campanha.
Liberdade religiosa
  • Como os candidatos ao poder Legislativo mobilizaram sua identidade religiosa nas campanhas para as Eleições 2020? O Instituto de Estudos da Religião acaba de lançar os resultados de uma pesquisa que avaliou a relação entre religião e os candidatos das últimas eleições em 8 capitais brasileiras. Segundo o estudo, foram identificadas 1043 candidaturas com identidade religiosa, das quais cerca de 50% corresponderam a candidatos evangélicos. Saiba mais aqui.
  • A Assembleia Legislativa de Pernambuco realizou nesta semana um debate sobre os ataques contra religiões de matriz africana. Relato da Mãe Elza, líder do Terreiro Ilê Axé Egbé Awo, no Recife, e presidente do Conselho Estadual de Políticas de Igualdade Racial: “A discriminação acontece, muitas vezes, de forma mascarada. Nossa identidade religiosa está exposta em nossas vestimentas. Quando ando nas ruas, alguns se aproximam para pedir reza, conselho, mas há também aqueles que nos chamam de ‘adoradores do diabo.’”
Extra
A Arte Indígena Contemporânea (AIC) proposta por Jaider Esbell rompeu barreiras e atualizou séculos de atraso das instituições artísticas do país. Agora, a partir de uma reflexão de Ailton Krenak, os artistas Daiara Tukano, Denilson Baniwa e Gustavo Caboco falam sobre a necessidade de atualizar o conceito e prestam homenagem ao legado de Jaider. Leia a entrevista na íntegra no Nonada.
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