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Firmina #7 - Pesquisador faz etnografia do Bará do Mercado, Exu do batuque gaúcho

Firmina
Firmina #7 - Pesquisador faz etnografia do Bará do Mercado, Exu do batuque gaúcho
Por Nonada Jornalismo • Edição Nº9 • Ver na web
Oi, gente! Na newsletter de hoje, destacamos a perseguição ao professor da USP Conrado Hübner, que está sendo processado a pedido do Procurador-Geral da República, Augusto Aras, por uma coluna de jornal. 
Além disso, nos juntamos às organizações que pedem investigação rigorosa à tentativa de assassinato de Gabriel Luiz, repórter da Globo em Brasília. 
Lembrando que a Firmina tem campanha de financiamento coletivo no catarse.me/nonada
Um abraço e bom feriado,
Thaís Seganfredo e Rafael Gloria
editora

Liberdade religiosa
Mercado Público de Porto Alegre (Foto: Leonardo Contursi/CMPA)
Mercado Público de Porto Alegre (Foto: Leonardo Contursi/CMPA)
  • Porto Alegre é de Exu. Entrevistamos esta semana no Nonada o antropólogo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Vitor Queiroz. Ele falou sobre racismo religioso e sobre sua pesquisa, uma etnografia do Bará do Mercado, o Exu morador do mercado público de Porto Alegre. Leia aqui.
  • Uma procissão realizada pelo padre Júlio Lancelotti na última Sexta-Feira Santa foi momentaneamente interrompida pela Polícia Militar de São Paulo. Quem contou foi a Ponte. “Quatro policiais militares entraram no meio da manifestação e queriam saber quem era o responsável. Quando chegaram até mim, queriam me levar para outro local. Eu disse que não iria porque estava comandando a procissão. Eles insistiram e eu concordei em falar com eles ali”, o padre relatou à Ponte, afirmando que acredita que a ação foi um ato de intimidação. 
  • Um levantamento do portal UOL revelou que o número de ocorrências de intolerância religiosa nas delegacias do estado de São Paulo triplicou em cinco anos. Os dados foram obtidos via Lei de Acesso à Informação e publicados na última segunda (18). Em 2021, foram 15.296 denúncias. A reportagem aponta que, no entanto, faltam dados sobre gênero, idade e religião da vítima.
Liberdade artística
  • Em cartaz com Medida Provisória, seu filme de estreia como diretor e roteirista, Lázaro Ramos afirmou à Folha que o filme foi censurado pelo governo Bolsonaro, quando ele tentava obter licenças que demoraram a sair. “Censura também se faz com burocracia e foi isso o que aconteceu. O flerte com a censura é expediente desse governo, a gente sabe.“ Leia aqui. 
  • De olho no dirigismo cultural: a Agência Pública descobriu nesta terça (19) que os  ex-secretários de Cultura incentivaram entidades pró-armas a usar verba da pasta; o veículo também mostrou que a Taurus, maior fabricante de armas do país, vai financiar um livro sobre a história da arma de fogo através da Lei Rouanet.
Liberdade educacional
  • E o governo Bolsonaro oficializou o quinto ministro da Educação de sua gestão. Godoy Veiga é formado em engenharia de redes de comunicação de dados pela Universidade de Brasília em 2003, e era secretário-executivo do MEC. Segundo matéria do Congresso em Foco, ainda há chance de Milton Ribeiro voltar caso ao final não haja nenhuma responsabilização dele nas investigações sobre o esquema de cobrança de propina por pastores na pasta.
  • Segundo informações do Metrópoles, o projeto de ensino domiciliar deve ser votado no início de maio na Câmara dos Deputados. Trata-se de um projeto de grande interesse da base bolsonarista, e deve ser uma das prioridades do novo ministro. 
Liberdade de expressão
  • A organização Artigo 19 divulgou nota pública manifestando preocupação com a falta de transparência do governo Federal quanto a dados sobre pedidos da Lei de Acesso à Informação. “Ao acessar o Painel na tarde desta quinta-feira, 14 de abril, a organização se deparou com a informação de que não há nenhum pedido de acesso à informação negado pela Presidência da República desde o início do mandato de Jair Messias Bolsonaro. Com isso, manifestamos preocupação de que podem ter sido retirados do ar dados referentes às negativas de acesso oferecidas pela Presidência da República no mandato de Bolsonaro”, declarou a entidade.
  • Na terça-feira (19), a 3ª Turma da Justiça Federal da 1º Região aceitou um recurso do procurador-geral da República, Augusto Aras, em ação contra o professor de direito da Universidade de São Paulo Conrado Hübner Mendes por críticas feitas à sua atuação à frente do Ministério Público Federal. A queixa-crime de Aras contra Hübner Mendes havia sido rejeitada em 2021 pela juíza federal Pollyanna Kelly Maciel Medeiros Martins Alves, que afirmou que o professor não ofendeu a honra do procurador-geral. Na decisão, ela defendeu a liberdade de expressão e a imprensa livre. Aras pede que Mendes seja condenado pelos crimes de calúnia, injúria e difamação. Nas redes sociais e em colunas no jornal Folha de S.Paulo, o professor chamou o procurador-geral de “Poste Geral da República” e “servo” de Jair Bolsonaro por não investigar possíveis crimes do presidente. A inação de Aras, indicado ao cargo por Bolsonaro, é alvo recorrente de críticas da comunidade jurídica e do meio político. Confira mais na matéria do Nexo. 
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